Libertando a minha luz

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Hoje decidi escrever, traduzindo de forma silenciosa, como está sendo a experiência do silêncio propositado, por quinze minutos diários.

Estou no quinto dia, nessa VIAGEM DE TRANSFORMAÇÃO, proposta pelo experimento da Ana Paula Barros, com “A VOLTA AO MEU MUNDO EM 80 DIAS”.

Agora descrevo como foi o silenciar de hoje, se for de seu interesse, me pergunte sem cerimônias como embarcar nessa jornada de autoconhecimento.

Decidi assistir o nascer do sol diante do mar, no Arpoador, no Rio de Janeiro, sempre que posso, me liberto das paredes, diminuindo a sensação de que tenho que me trancar para conseguir silenciar.

O céu estava nublado, preferi não criar expectativas quanto aos primeiros raios solares. Direcionei minha atenção a minha luz interior, pois muitas vezes buscamos elementos externos, quando eles estão na verdade, dentro de nós…

Agradeci por estar ali, diante daquela linda paisagem novamente, ao lado do amor da minha vida, que já sabia que não poderia falar comigo! Ainda que eu não falasse, ouvir alguém falando comigo, romperia totalmente a minha conexão com meu silêncio. Essa invasão seria imperdoável, afinal era um momento íntimo, tão precioso e especial!

Busquei uma posição confortável para deitar-me na pedra, por incrível que pareça isso foi possível. Tentei me policiar para não fechar os olhos e adormecer, o céu começava a clarear, uma nuvem passou e lançou gotículas de chuva, mas foi algo tão sutil que me fez sorrir, pois recebi uma espécie de benção do céu!

As fragatas voavam alto e me acalmavam. Embarquei numa expedição de alta libertação.

Por alguns instantes senti meu corpo tão relaxado, que eu fechava os olhos porque sabia que não ia dormir diante dessa sensação de plenitude e paz interior! De repente, ao abrir os olhos, vi um céu ficando azul, ainda que craquelado com o branco das nuvens. Fiquei encantada com o efeito visual! Uma gaivota passou do meu lado, bem pertinho a dois metros de mim. A gaivota simboliza liberdade, além de ser a mensageira entre o céu e a terra.

Notei um coração se abrindo entre as nuvens, logo em seguida o azul preencheu essa forma. Não consegui ficar mais deitada, sentei, pois assim eu podia ampliar ainda mais o meu campo de visão diante desse espetáculo!

Vi os raios de sol querendo se mostrar e rompendo as nuvens!

Lembrei da minha luz interior que algumas vezes, fica intimidada frente a tantas tensões, cobranças, demandas e interrupções que surgem de todos os lados!!

A nuvem é um filtro que pode se tornar uma armadura….

Quantas vezes eu deixo de combater, bloquear ou minimizar o que tira a minha paz interior?

Os fatores externos muitas vezes provocam a retração da minha própria luz, ao invés de gerar um movimento de expansão!

Fiz sem perceber um exercício intuitivo e liberei a chama que há dentro de mim, deixando-a crescer e propagar sua luz e energia tão vital para mim (e para aqueles que me rodeiam).

Afastei as nuvens que tentavam ofuscar o brilho e a força dessa centelha, representada pela metáfora do dia nublado!

Ultrapassei o meu tempo de silenciar, agradeci muito por esse silenciar cinco estrelas!!

Fiquei ainda mais feliz por ter recebido o apoio e o respeito de quem tanto amo e que estava ao meu lado, durante toda essa viagem interior!

Um detalhe, quando nos levantamos para ir embora, os raios de sol bateram forte em nossos rostos e vi que as nuvens se dissiparam num passo de mágica!

Depois de alguns minutos de conversa, percebi que tinha gerado o benefício do silenciar ao próximo identificado…

Libertando a minha luz

Peregrina do Caminho de Santiago de Compostela e observadora de aves, cultiva a atenção ao detalhe e a paixão pela natureza. É turismóloga de formação e aventureira de coração! Por treze anos atuou em variados segmentos no turismo, trabalhando como agente de viagens e guia de turismo, onde desenvolveu a habilidade em planejar , lidar com logística de viagem e com viajantes de variados perfis. Hoje trabalha com Assessoria & Coaching para viagens de transformação

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